Material visual • Tricoscopia

Guia Visual de Tricoscopia

Referência organizada sobre sinais de inflamação, tinea capitis, leitura tricoscópica, padrões vasculares, escamas e alopecia areata.

Tricoscopia

Sinais de inflamação no couro cabeludo

Eritema, descamação, perifoliculite e alterações vasculares

Sinais de inflamação no couro cabeludo
Material visual de referência — imagem original fornecida.

Os sinais inflamatórios observados na tricoscopia incluem alterações da cor do couro cabeludo, descamação, halo perifolicular e mudanças na rede vascular.

Eritema

Coloração avermelhada do couro cabeludo; pode ser difusa ou perifolicular e refletir aumento do fluxo sanguíneo e atividade inflamatória.

Descamação

Presença de escamas brancas, amareladas ou esbranquiçadas; pode ser fina, lamelar ou espessa, com distribuição difusa ou perifolicular.

Perifoliculite

Halo eritematoso ao redor do óstio folicular, podendo acompanhar descamação perifolicular, pústulas ou crostas.

Alterações vasculares

Vasos dilatados e tortuosos, lineares, puntiformes, glomerulares ou em vírgula, associados à atividade inflamatória e angiogênese.

Tricoscopia

Tinea capitis

Comma hairs, corkscrew hairs, black dots e fios distróficos

Tinea capitis
Material visual de referência — imagem original fornecida.

Infecção fúngica do couro cabeludo, mais comum em crianças, com achados tricoscópicos característicos e possibilidade de inflamação, quebra dos fios e alopecia.

Comma hairs (fios em vírgula)

Fios curvados em formato de vírgula, associados à fragilidade da haste por invasão fúngica.

Corkscrew hairs (fios em espiral)

Fios enrolados em espiral, com aspecto de saca-rolhas, característicos de deformidade da haste.

Black dots (pontos pretos)

Restos de fios quebrados no nível do óstio folicular, aparecendo como pontos escuros bem definidos.

Fios distróficos

Fios com espessura irregular, quebrados ou deformados, refletindo dano fúngico à haste capilar.

Descamação associada

Escamas brancas ou acinzentadas, geralmente perifoliculares, reforçando o contexto infeccioso.

Tricoscopia

Como ler uma tricoscopia

Visão geral da análise: densidade, diâmetro, hastes, óstios, escamas, vasos e inflamação

Como ler uma tricoscopia
Material visual de referência — imagem original fornecida.

A leitura tricoscópica deve ser sistemática e integrada, avaliando diferentes elementos do couro cabeludo e correlacionando os achados.

Densidade

Número de fios por unidade de área, distribuição e presença de áreas de rarefação.

Diâmetro dos fios

Variação do calibre, anisotricose e presença de miniaturização.

Hastes

Espessura, pigmentação, comprimento, fios quebrados, curtos, em exclamação ou velus.

Óstios foliculares

Presença, tamanho, forma e distribuição dos óstios; identificação de óstios vazios, reduzidos ou ausentes.

Escamas

Presença, padrão, distribuição e tipo — finas, grossas, aderentes ou soltas.

Vasos

Tipo, calibre e distribuição vascular, incluindo vasos puntiformes, lineares, em vírgula ou arboriformes.

Sinais de inflamação

Eritema, descamação, hiperemia, tampões foliculares e outros sinais de atividade da doença.

Tricoscopia

Padrões vasculares na tricoscopia

Vasos puntiformes, arboriformes, lineares e outros padrões úteis

Padrões vasculares na tricoscopia
Material visual de referência — imagem original fornecida.

Os padrões vasculares correspondem à morfologia, distribuição e calibre dos vasos visíveis na tricoscopia. A interpretação deve considerar o conjunto dos demais achados.

Vasos puntiformes

Pequenos pontos vermelhos bem definidos, associados a capilares dilatados em plano superficial.

Vasos arboriformes

Vasos de maior calibre com ramificações em forma de árvore; podem indicar neoangiogênese e maior atividade vascular.

Vasos lineares

Vasos alongados, retos ou levemente sinuosos, observados em diferentes condições e associados a alterações da rede vascular.

Outros padrões

Vasos em saca-rolhas, serpiginosos e polimórficos, com múltiplos calibres e formatos.

Como interpretar

Avaliar tipo, calibre, distribuição e contexto; correlacionar com óstios, fios, escamas, pigmentação e história clínica.

Tricoscopia

Escamas e achados superficiais

Tipos de descamação e como interpretar os padrões

Escamas e achados superficiais
Material visual de referência — imagem original fornecida.

As escamas são acúmulos de queratina na superfície do couro cabeludo e podem variar em espessura, aderência, distribuição e coloração.

Escama fina

Escamas delgadas e esbranquiçadas, geralmente pouco aderentes e frequentemente difusas.

Escama espessa

Escamas de maior espessura, lamelares ou em placas, com aderência variável.

Escama aderente

Firmemente aderida ao couro cabeludo e aos fios, podendo ser difícil de remover.

Escama difusa

Distribuída de forma uniforme em toda a área, podendo ser fina ou mista.

Achados superficiais

Podem coexistir crostas hemáticas ou serosas, oleosidade, resíduos de produtos, eritema e sinais inflamatórios.

Como interpretar

Avaliar espessura, cor, aderência e distribuição e correlacionar com eritema, vasos, óstios e topografia.

Tricoscopia

Alopecia areata

Mapa visual dos achados essenciais da doença

Alopecia areata
Material visual de referência — imagem original fornecida.

A alopecia areata apresenta um conjunto de achados tricoscópicos que pode variar conforme a fase da doença, sendo importante a avaliação integrada para o diagnóstico e acompanhamento.

Pontos amarelos

Áreas arredondadas amareladas no óstio folicular, correspondendo a folículos vazios com queratina e sebo.

Pontos pretos

Estruturas puntiformes escuras no óstio folicular, correspondentes a restos de fios pigmentados quebrados.

Fios em ponto de exclamação

Fios mais finos na base e progressivamente mais espessos em direção à extremidade, relacionados à miniaturização.

Fios quebrados

Fios de diferentes comprimentos, com extremidades irregulares, que podem estar pigmentados ou despigmentados.

Fios vellus / regrowth

Fios finos, curtos e hipopigmentados, associados à fase de recrescimento.

Atividade da doença

Pontos pretos, fios em exclamação e fios quebrados sugerem atividade; fios velus em crescimento podem indicar regressão.

Síntese

Leitura integrada

A interpretação tricoscópica deve considerar densidade, diâmetro, hastes, óstios foliculares, escamas, vasos e sinais de inflamação em conjunto. Os padrões apresentados nesta página são uma referência visual e devem ser correlacionados ao contexto clínico.